Nascimento
Henry Ford foi um destacado empresário norte-americano, notabilizado pela iniciativa de popularizar o automóvel por meio da produção em série.
Nascido em 30 de julho de 1863, na cidade de Springwells, no Estado de Michigan (EUA), desde criança Ford demonstrava grande interesse por invenções. Com apenas 12 anos, ficou órfão de mãe e, como residia em uma fazenda com o pai, Willian Ford, até os 15 estudou em escolas rurais, dividindo o tempo entre os estudos e o trabalho na propriedade da família, ora no conserto de máquinas agrícolas, ora praticando seu hobby preferido: reparar ou criar relógios.
Aos 16 anos (1879), mudou-se para Detroit a fim de trabalhar como aprendiz de mecânico. Algum tempo depois, cursou uma escola de comércio e, finalizados os estudos, ingressou em 1885 na empresa Westinghouse Engine, oportunidade que lhe garantiu o primeiro contato com um motor de combustão interna.
Em 1886 seu pai lhe ofereceu 80 acres de terra, o que fez o jovem retornar à sua cidade natal. Lá casou-se com a filha de um fazendeiro vizinho. Em 1888, mudou-se novamente para Detroit e, três anos depois, formou-se engenheiro.
Daí em diante, mais e mais invenções foram brotando da genialidade de Henry, cujo sonho maior era criar um automóvel que pudesse ser oferecido à população com preços mais acessíveis. Dito e feito, em 1899, iniciou a fabricação de carros, já com vistas à revenda e, em 1903, fundou a Ford Motor Company, indústria que, seguindo padrões de linhas de montagem, propiciou a fabricação em série de veículos mais baratos, exclusivamente na cor preta. Estava, assim, criado o Modelo T, que viria a ser, anos depois, mundialmente conhecido como o carro Ford.
Henry Ford morreu em 7 de abril de 1947, em Dearborn, Estados Unidos da América.
Mario de Miranda Quintana foi um poeta das coisas simples. Despreocupado em relação à crítica, fez poesia “porque sentia necessidade”, segundo suas próprias palavras. Nasceu em Alegrete, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Na infância, concluiu o curso primário em sua cidade natal e foi enviado para o Colégio Militar de Porto Alegre, onde começou a produzir seus primeiros trabalhos.
Como dominava o idioma francês, aos 23 anos foi trabalhar como tradutor de telegramas no jornal O Estado do Rio Grande. Nesse mesmo periódico, era também redator da seção O Jornal dos Jornais.
Em 1934, Mario Quintana publicou, pela Editora Globo, sua primeira tradução, intitulada Palavras e Sangue, de Giovanni Papini. O poeta passou a ser responsável pelas primeiras traduções no Brasil de autores como Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan e Marcel Proust.
Ao sair da editora, ingressou na Livraria Globo, onde trabalhou com Érico Veríssimo e conheceu autores como Monteiro Lobato, para quem Quintana escreveu, a pedidos, Espelho Mágico, que só foi publicado em 1951, com prefácio de Lobato.
Em 1966, sua obra Antologia Poética recebeu o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro, e o poeta foi homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. No ano seguinte, veio o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre, e, nove anos depois, o Governo do Rio Grande do Sul concedeu-lhe a medalha Negrinho do Pastoreio, a maior condecoração cedida por aquele Estado.
Na década de 1980, o escritor recebeu diversas homenagens, como o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra, o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e a mudança do nome do Hotel Majestic, onde morou de 1968 a 1980, que passou a se chamar Casa de Cultura Mario Quintana. O poeta morreu aos 88 anos, em 1994, mas as homenagens a ele não cessaram. Até hoje há celebrações que relembram sua vida e obra.